Terreiro de umbanda e candomblé recebe apoio de evangélicos após furto e invasão em Bauru: 'Fé não tem religião'

Terreiro de umbanda e candomblé recebe apoio de evangélicos após furto e invasão em Bauru Um terreiro de religiões de matriz africana em Bauru (SP) tenta s...

Terreiro de umbanda e candomblé recebe apoio de evangélicos após furto e invasão em Bauru: 'Fé não tem religião'
Terreiro de umbanda e candomblé recebe apoio de evangélicos após furto e invasão em Bauru: 'Fé não tem religião' (Foto: Reprodução)

Terreiro de umbanda e candomblé recebe apoio de evangélicos após furto e invasão em Bauru Um terreiro de religiões de matriz africana em Bauru (SP) tenta se reerguer após ser alvo de furto e depredação no bairro Jardim Godoy. Em meio aos prejuízos, um gesto tem chamado a atenção: o apoio de uma igreja evangélica. O templo, conhecido como Axé Airá de Bauru, é uma casa voltada à prática da umbanda e do candomblé, e teve a estrutura comprometida na madrugada de 26 de abril. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Foram levados fios da rede elétrica, ferramentas e utensílios domésticos. Além disso, houve danos em equipamentos como fogão e geladeira. Segundo o babalorixá Itamar Alves de Araújo, o Pai Itamar de Airá, os prejuízos chegam a R$ 6 mil. Prejuízos em terreiro de Bauru chegam a R$ 6 mil Arquivo Pessoal Diante do cenário, uma corrente de solidariedade começou a se formar. Entre as ajudas, a que mais surpreendeu foi a mobilização liderada pelo apóstolo Eduardo Ramon, do Ministério Apostólico Avivamento e Glória, que arrecadou e doou itens essenciais, em um exemplo de união entre diferentes religiões. "Recebemos essa ajuda com profunda gratidão e esperança renovada. E, de forma muito especial, a ajuda vinda de uma igreja evangélica tem um valor ainda mais simbólico. Ela mostra que o respeito, a empatia e a solidariedade estão acima de qualquer diferença religiosa", afirmou o babalorixá. O grupo evangélico já contribuiu com um fogão e um botijão de gás e segue arrecadando doações para auxiliar na reconstrução. Segundo o apóstolo Eduardo Ramon, o gesto representa mais do que apoio material. "Quando uma casa estende a mão para outra em um momento de dor, isso revela a essência mais verdadeira da espiritualidade: o cuidado com o próximo", afirmou ao g1. Líderes religiosos de Bauru (SP) ressaltam importância diálogo e respeito entre crenças Arquivo Pessoal LEIA TAMBÉM Empresário é condenado por injúria racial após imitar macaco para vizinha no interior de SP Educação de Jovens e Adultos é oportunidade de conclusão dos estudos e combate ao analfabetismo VÍDEO: câmeras registram esquema de furto com funcionárias e marido em loja de suplementos; prejuízo chega a R$ 200 mil Suspeito é ex-integrante da casa De acordo com o Pai Itamar de Airá, os furtos já vinham acontecendo, mas a situação se agravou com a invasão. O caso também trouxe um impacto emocional, já que o suspeito do crime era um ex-integrante acolhido pela casa por cerca de dois anos. Segundo o boletim de ocorrência, Cesar Augusto Gonçalves, de 33 anos, foi detido por um vigilante após ser flagrado com uma bolsa cheia de fios elétricos. Ele confessou o furto à polícia. "É um momento muito difícil para todos nós. Nosso templo sempre foi um lugar de acolhimento, de fé e de ajuda ao próximo", destacou o Pai Itamar de Airá. Fiação elétrica foi furtada de terreiro de Bauru Arquivo Pessoal Apesar disso, o babalorixá avalia que o episódio deixa uma mensagem que vai além do crime. "O que vivemos aqui ultrapassa qualquer diferença doutrinária. É uma demonstração de que é possível construir pontes, promover diálogo e viver o amor na prática", pontua. Para o líder evangélico, a iniciativa também reflete um princípio central da fé. "Deus não é propriedade de religião alguma. A fé não tem religião. O que nos move é o amor ao próximo, independentemente de crença, etnia ou qualquer diferença", disse. "Somos passageiros no mundo e nossa missão é ser parecidos com o Cristo vivo. Se formos empáticos, vamos amar como gostaríamos de ser amados. O amor vai além de toda e qualquer diferença, seja ela religiosa, sexual ou de qualquer outra natureza", complementa Eduardo Ramon. Segundo o babalorixá, a mobilização segue acontecendo, e o terreiro continua recebendo doações para retomar as atividades, independentemente da religião. Terreiro de Bauru tenta reconstrução após episódio de furto Arquivo Pessoal Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

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