Mágico revela bastidores de ilusões da Imperatriz Leopoldinense e ida a Las Vegas para criar 'teletransporte' de Ney Matogrosso

Imperatriz Leopoldinense: 'clones' de Ney Matogrosso 'fazem mágica' na comissão de frente. Natural de Jaú (SP), Felipe Barbieri atua como mágico e ilusionis...

Mágico revela bastidores de ilusões da Imperatriz Leopoldinense e ida a Las Vegas para criar 'teletransporte' de Ney Matogrosso
Mágico revela bastidores de ilusões da Imperatriz Leopoldinense e ida a Las Vegas para criar 'teletransporte' de Ney Matogrosso (Foto: Reprodução)

Imperatriz Leopoldinense: 'clones' de Ney Matogrosso 'fazem mágica' na comissão de frente. Natural de Jaú (SP), Felipe Barbieri atua como mágico e ilusionista. Com os shows que já apresentou e os cursos que dá, o artista impressiona ao dominar as técnicas de ilusão e truques mentalistas. Para o carnaval de 2026, ele foi convidado para participar da produção da Imperatriz Leopoldinense, que se apresentou no domingo (15) com o enredo "Camaleônico", em homenagem ao cantor Ney Matogrosso, na Marquês de Sapucaí. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Em certos momentos do desfile da agremiação carioca, os foliões foram surpreendidos por técnicas ilusionistas, a exemplo do momento em que um homem que representava o cantor desaparecia em cima de um piano e era "teletransportado" magicamente para o topo de um carro. Felipe Barbieri, de Jaú (SP), atuou como consultor e produtor de efeitos especiais e ilusionismo Felipe Barbieri/Arquivo pessoal O profissional, que foi consultor e produtor de efeitos especiais e ilusionismo, conversou com o g1 e detalhou como foram os preparativos para o grande dia. "A escola me procurou em outubro de 2025 e, em novembro, já tínhamos uma equipe montada e em constantes reuniões criativas para criar o espetáculo junto com o coreógrafo Patrick Carvalho", conta. Por ter um samba-enredo que aposta na personificação do músico enquanto um ser místico e adaptável ao ambiente, o ilusionismo parecia a maneira mais acertada de representar o jeito "camaleônico" do vocalista. Sobre as ilusões – quatro, no total –, Barbieri as especifica: "Utilizamos diversas técnicas, materiais e tecnologias. As trocas no espelho e na arara de roupas, além das mesas com as cabeças vivas, retratando o álbum autointitulado 'Secos e Molhados', nós produzimos no barracão da Imperatriz na Cidade do Samba." Felipe Barbieri, de Jaú, atuou como consultor e produtor de efeitos especiais e ilusionismo Felipe Barbieri/Arquivo pessoal Além disso, o "desaparecimento" de Ney precisou de um recurso internacional para ocorrer com êxito. "Eu tive que ir de última hora para Las Vegas me encontrar com os ilusionistas David Copperfield e Criss Angel para trazer a tecnologia ao Brasil", revela o mágico, que publicou um vídeo a respeito da viagem até a cidade norte-americana. Com o objetivo de exaltar a figura de Ney Matogrosso, a equipe de mágicos gostaria de entregar um "final apoteótico". "Foi tão incrível e inesperado que a própria transmissão e filmagens das pessoas na plateia quase não conseguiram mostrar o 'teletransporte'", recorda. Obstáculos Para Felipe, levar o trabalho até a Marquês de Sapucaí foi um grande desafio profissional. "Um espetáculo dessas dimensões envolve inúmeros fatores que não estou acostumado quando faço mágicas em podcasts, TV, teatros e shows particulares", argumenta ele. Mágico de Jaú revela bastidores de ilusões da Imperatriz Leopoldinense Além disso, o profissional reconhece que o desfile de uma escola de samba mobiliza diversas pessoas em prol da entrega de uma apresentação com união entre os participantes. "A gente tem que levar em conta desde condições climáticas, como vento e chuva, até coordenação com os bailarinos, coreografia, movimento do carro e limitações muito diferentes das que estamos acostumados", exalta. O mágico também priorizou chamar nomes de destaque da área para entregar o resultado final que os foliões assistiram de casa e/ou conferiram na avenida: "Henri Sardou fez a produção, Mateus Laurini desenvolveu as ilusões e coordenou os ensaios, confecções e execução, além do Lucas Toledo e Bernardo Sedlacek que nos assessoraram". Raízes que chegaram em solos cariocas "É muito difícil trabalhar com ilusionismo no Brasil", desabafa o artista, que há 10 anos produzia os próprios shows em eventos beneficentes de Jaú. "A única coisa que eu queria era ter um palco para expressar a arte mágica", acrescenta. Initial plugin text Ele destaca ainda dificuldades enfrentadas por aqueles que desejam impressionar as plateias com truques e artimanhas. "Nós dificilmente conseguimos encontrar palcos para nos apresentar, então temos que nos adaptar e fazer nossas apresentações em locais quase sempre sem a estrutura necessária para que a gente entregue os melhores efeitos mágicos possíveis", argumenta Felipe. No carnaval de 2026, a mágica pode se tornar o holofote, sendo fundamental para o desfile da Imperatriz Leopoldinense. "O maior espetáculo da terra teve uma comissão de frente toda ancorada em números de mágica. Poder criar isso também foi mágico!", comemora. Confira um trecho do desfile da Imperatriz Leopoldinense *Colaborou sob supervisão de Mariana Bonora Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

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