Do preconceito ao topo das paradas musicais: Dia do Funk celebra força do gênero que ganha festival inédito em Bauru

Funk in Bauru, festival com line-up 100% de artistas do funk, leva MC Rodolfinho, MC Joãozinho VT, MC Kako e MC Tuto ao público Instagram/Reprodução O funk,...

Do preconceito ao topo das paradas musicais: Dia do Funk celebra força do gênero que ganha festival inédito em Bauru
Do preconceito ao topo das paradas musicais: Dia do Funk celebra força do gênero que ganha festival inédito em Bauru (Foto: Reprodução)

Funk in Bauru, festival com line-up 100% de artistas do funk, leva MC Rodolfinho, MC Joãozinho VT, MC Kako e MC Tuto ao público Instagram/Reprodução O funk, gênero musical que aborda temas como a realidade na periferia, ostentação e festas, tem um dia próprio para chamar de seu. Neste domingo (12), é comemorado o Dia Nacional do Funk. Em agosto, pouco mais de um mês após a data comemorativa do estilo, Bauru recebe o festival Funk In Bauru, que leva entretenimento com nomes expressivos do ritmo no interior paulista. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Em entrevista ao g1, Gustavo Cotrim, um dos idealizadores do projeto, revela de onde surgiu a ideia de criar o evento e a importância do festival para os bauruenses e os fãs do estilo musical. LEIA TAMBÉM Forró, pipoca e bandeirinhas: professor brasileiro nos EUA leva tradição da festa junina a crianças americanas Músicos do interior de SP levam ritmos brasileiros para a Europa em turnê e aula especial Rivalidade entre famílias do interior de SP inspirou Benedito Ruy Barbosa em 'Rei do Gado' A atração de 8 horas, que acontece entre no dia 22 de agosto e terá um "esquenta" em 25 de julho, chega na cidade após os organizadores identificarem a necessidade e a oportunidade de trazer artistas de funk para o público do centro-oeste paulista. “O centro-oeste paulista carecia de eventos dedicados exclusivamente a essa vertente com a estrutura de um grande festival. O projeto surge para suprir essa demanda e para profissionalizar essa entrega em Bauru e região”, afirma o produtor de eventos. 🎶 Importância e expectativas Gustavo Cotrim atua como promotor de eventos e fala sobre o evento que acontece em Bauru no dia 22 de agosto Cristiano Marquesini Com quatro artistas confirmados, o Funk in Bauru reconhece a demanda que o gênero musical possui. Para Gustavo, a existência do projeto solidifica a relevância do ritmo, que é consumido tanto nas capitais quanto no interior. “Trazer um line-up focado, com nomes fortes como Joãozinho VT, Tuto, Kako e Rodolfinho mostra que o gênero tem força para sustentar um festival inteiro sozinho, sem precisar estar "escondido" como uma atração secundária em eventos de outros estilos”, destaca. Como funk desbancou sertanejo e se tornou maioria no Top 10 do Spotify Em relação ao evento a expectativa é grande devido ao consumo dos fãs bauruenses. “O público de Bauru e região é extremamente caloroso e consome muito o trabalho desses quatro artistas”, acrescenta. 🎤 Marginalização do funk MC Carol é um dos principais nomes do funk carioca Divulgação Nomes como MC Carol, no Rio de Janeiro, e MC Hariel, em São Paulo, relatam os ataques que a música funk recebe. Em “Delação Premiada”, hit de 2016, a cantora aborda a brutalidade policial contra as pessoas que moram na favela e a discriminação racial. “A marginalização do funk não é uma novidade, na história todo movimento cultural de origem periférica, como já aconteceu com o samba e o próprio rap, enfrenta forte resistência e preconceito por parte da sociedade tradicional”, avalia Gustavo. 🎧 Gênero está entre os mais consumidos do país Funk está entre os gêneros mais escutados do país, segundo plataforma de áudio Spotify/Reprodução Embora existam tantos críticos das letras e da sonoridade funk, a realidade nas plataformas de áudio é diferente. Em um dos principais agregadores de músicas, de acordo com levantamento feito na sexta-feira (9), três das dez canções mais ouvidas no país eram de nomes do gênero: com “Cuida do Pet” e “Pau Pra Toda Obra”, configurando entre as cinco primeiras posições. “O ataque muitas vezes reflete o preconceito de classe e da elite contra a realidade, as gírias e a estética que vêm da periferia”, analisa o produtor de eventos. “Eventos grandes e organizados destacando o funk ajudam a quebrar essa barreira, mostrando o profissionalismo e a seriedade por trás do movimento”, reflete. Initial plugin text *Sob a supervisão de Mariana Bonora. Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

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